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História
 
Descoberta e Colonização

As ilhas de Cabo Verde começaram a ser descobertas a 1 de Maio de 1460 por Diogo Gomes, navegador português, não mostrando vestígios de presença humana anterior. A primeira ilha a ser descoberta foi Santiago, nome do santo católico festejado nesse dia, seguindo-se as ilhas de Maio, Fogo, Sal e Boavista. As restantes ilhas, Santo António (hoje Santo Antão), São Vicente, São Nicolau e São João (hoje Brava) e os ilhéus Branco e Raso foram sendo descobertas até 1462 data em que se iniciaria o povoamento através de europeus livres e escravos da costa africana, nomeadamente da Guiné.

Durante 3 séculos a capital do arquipélago foi a vila de Ribeira Grande, em Santiago, hoje mais conhecida por
Cidade Velha (clique para aceder a informação) e importante património no contexto histórico do País. Ao mesmo tempo tornou-se o centro administrativo e religioso dos territórios da África ocidental anexados por Portugal. Em 1533, data da aquisição do estatuto de cidade, a criação da diocese de Santiago e a construção de uma catedral tornaram Ribeira Grande na primeira cidade católica dos Trópicos. A sua vulnerabilidade aos ataques dos piratas levou à transferência da capital para a Vila da Praia de Santa Maria, em 1769. Esta ascendeu ao estatuto de cidade em 1858.

A estratégica situação destas ilhas atlânticas, na confluência das rotas marítimas entre a Europa, África e o Brasil mostrou-se de enorme importância para a expansão portuguesa.

A posse das ilhas viria a facilitar a criação de um entreposto comercial e de aprovisionamento de navios de outras frotas e, sobretudo, tirar proveito do tráfico de escravos (o comércio mais lucrativo da época) transformando-se rapidamente num centro de concentração e dispersão de homens, plantas e animais. A economia de Cabo Verde desenvolveu-se com este negócio mas entrou em declínio com a abolição do comércio de escravos no século XIX e a gradual deterioração das condições climáticas. Com fracos recursos, Cabo Verde entrou em decadência e passou a viver com base numa economia pobre, de subsistência. O seu povo, o "crioulo", fruto da mestiçagem, possui características muito próprias que se revelam na sua vivacidade, hospitalidade, vontade de trabalhar e criatividade, mormente cultural, artística e musical.


Independência

Cabo Verde viveu, como colónia portuguesa, durante 500 anos, iniciando a luta pela sua independência na década de 1950. A demarcação cultural em relação a Portugal e a divulgação de ideias nacionalistas conduziram à independência do arquipélago a 5 de Julho de 1975 constituindo-se então a República de Cabo Verde. Daí em diante, e até 1991, o país encetou um percurso de auto-afirmação governado pelo PAICV (Partido Africano para a Independência de Cabo Verde) partido único que governou durante 16 anos (1975-1991) praticando uma política externa de não-alinhamento granjeando ajudas tanto da URSS como da China, dos EUA e dos países ocidentais da Europa.

Subsistindo num lento ritmo de desenvolvimento, através das ajudas externas e remessas de emigrantes e num regime de partido único, realizaram-se, a 13 de Janeiro de 1991, as primeiras eleições livres multi-partidárias com a vitória do MpD (Movimento para a Democracia). Este partido governou até 2001 e durante os dez anos da sua governação alterou completamente a face de Cabo Verde abrindo o País ao Investimento Externo o que resultou num impulso importante para a diminuição do desemprego, promoção do turismo e abertura da economia ao exterior. O esforço efectuado conduziu ao desequilíbrio das contas internas abrindo caminho, nas eleições de 2001, ao regresso do PAICV ao poder. Mantiveram-se, no entanto, todas as características da democracia e empenhamento na construção de um País comprometido com a Paz, a Estabilidade e Desenvolvimento.

A Língua Oficial é o Português sendo a Língua Nacional, o Crioulo, oriundo de uma miscelânea de português e dialectos africanos, convertendo-se num símbolo da sua identidade.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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