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Demografia
 
Dia Mundial das Populações: 11 de Julho

Clique para aceder a informação demográfica de Cabo Verde:
imgA População Residente, resultante de uma mestiçagem entre colonos europeus e escravos africanos que se fundiram num só povo, o crioulo, é, segundo resultados de um levantamento efectuado em 2013 pelo Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde, de 512.096 habitantes, concentrando-se essencialmente nos meios urbanos (65% da população; 55% em 2005), numa proporção de 49,8% homens/50,2% mulheres, embora à nascença a mesma seja de 51% masculino/49% feminino. Santiago é a ilha mais populosa, com cerca de 57% dos habitantes (50% em 2005), seguindo-se São Vicente (15%) e Santo Antão (9%; 11% em 2005).

Instalados em 4.033 km2, o que resulta numa densidade populacional média de 127 hab/km2 (2013), é composta por três Grupos Étnicos, se assim se podem chamar: Mestiços (71%), Africanos (28%) e Europeus (1%) que professam maioritariamente a religião cristã.

Marcadamente jovem na sua
Estrutura Etária (clique para aceder a informação), com 28% dos efectivos entre os 0-14 anos (32% em 2010; 40% em 2005), 50% abaixo dos 25 anos e 8% acima dos 65 anos (7% em 2010; 6% em 2005), a média de idades da população caboverdeana ronda os 22 anos.

A Esperança Média de Vida atinge, em 2013, os 74 anos (72 para homens; 76 para as mulheres) quando em 1975 rondava os 63 anos -em 2009 média de 72 anos (69 para os homens/75 para as mulheres). A Taxa de Mortalidade Infantil (até aos 5 anos), situou-se, em 2013, nos 260/00 (280/00 em 2010; 200/00 em 2004; 260/00 em 2000;  440/00 em 1990; 1100/00 em 1975) valor inferior às taxas de outros países de categoria de rendimento semelhante.

A Taxa de Crescimento da População, dependente dos fluxos migratórios, situou-se, no decénio 2001-2010 (data do último censo populacional) em cerca de 1,2% ao ano (cerca de 2,4% em 1991-2000; previsão 2010-2015: 1,5%). Em 2010, os agregados familiares eram constituídos, em média, por 3,9 membros (4,3 no meio rural, com 44% da população, e 3,6 no meio urbano, com 56% da população) e uma Fertilidade Média de 3,38 nascidos por mulher.

Evolução da População
Barlavento “ao vento”
censo 2000
2005 (est.)
censo 2010
- Sto. Antão
47.170
47.484
43.915
- Boavista
4.209
5.398
9.162
- S. Nicolau
13.661
13.310
12.817
- S. Vicente
67.163
74.136
76.107
- Sal
14.816
17.631
25.765
- Sta. Luzia
-
-
-
Sotavento “contra o vento”
- Santiago
236.627
266.161
273.919
- Fogo
37.421
37.861
37.051
- Maio
6.754
7.506
6.952
- Brava
6.804
6.462
5.995
Ilhéus
-
-
-
Total
434.625
475.949
491.683

Indicadores de "Qualidade de Vida"

  • Fogão em casa: 95% das famílias
  • Televisão: 80%
  • Computador: 30%
  • Internet: 23%
  • Automóvel: 12%
  • Água domiciliária: 60%
  • Casa de banho com sanita:72,5%
  • Casa de banho com chuveiro: 46,5%
  • Fossa séptica: 50%
  • Acesso a rede de esgoto: 22,5%

A Emigração

Devido à escassez de recursos naturais e à pobreza económica da terra caboverdeana (solos pobres, seca...) desde cedo a Emigração se converteu na única saída para o povo destas ilhas, de tal forma que a população caboverdeana emigrada de 1ª geração deverá rondar os 520.000, número superior à população residente. Considerando os indivíduos nascidos nos destinos de emigração poderemos contar com um número próximo de 1.000.000 indivíduos.

imgO fenómeno migratório caboverdeano envolve um número significativo de núcleos espalhados por 3 continentes: África, Europa e América do Norte. Se do ponto de vista absoluto o conjunto das populações de origem caboverdeana no exterior é relativamente reduzido, quando comparado com outras grandes diásporas mundiais, a sua dimensão relativa (superior à população residente no próprio país) e o seu grau de dispersão tornam-na um caso interessante.

Contudo, também no âmbito das estratégias de consolidação política e económica do império colonial português os caboverdeanos assumiram um papel relevante. Na Guiné foram utilizados como mão-de-obra criando condições para a posterior instalação de colonos. Em São Tomé e Príncipe (e Angola nos anos 40-50) constituíram parte significativa da mão-de-obra que desde o terceiro quartel do século XIX permitiu a instalação das plantações de café e sobretudo café. Finalmente o maior nível de escolarização dos caboverdeanos tornou-os uma componente fundamental dos funcionários que integravam o sistema de serviços públicos e administração colonial portuguesa nos actuais PALOP.

Se a emigração caboverdeana para os países de África assume um carácter forçado, já para os Estados Unidos, iniciada em finais do século XVII, liga-se à passagem dos baleeiros americanos pelos portos do arquipélago fixando-se em actividades industriais e agrícolas, em cidades como New Bedford.

imgAs restrições impostas à emigração para os EUA levaram à pesquisa de novos destinos com destaque para a Europa Ocidental onde os elevados níveis de crescimento do pós-guerra justificavam o recrutamento de mão-de-obra exterior. Portugal serviu de plataforma giratória para outros países como Holanda (Roterdão) e mais tarde França, Luxemburgo, Itália e Suíça. A Espanha tornou-se também, no início dos anos 70 um destino para os caboverdeanos ao fixarem-se na zona de Léon, Madrid e Galiza.

Estima-se que entre 1963-1973 mais de 100.000 caboverdeanos tenham deixado o seu País espalhando-se por cerca de 25 países.


Principais Destinos da Emigração (clique para aceder ao site Ministério das Comunidades):
  • EUA: 265.000 (Boston, New Bedford);
  • Portugal: 100.000; Distrito de Lisboa (Lisboa, Amadora, Loures, Oeiras), Distrito de Setúbal (Setúbal, Sines e Santiago do Cacém), Porto e Faro;
  • Angola: 45.000;
  • Holanda: 37.500;
  • Senegal: 25.000;
  • França: 25.000;
  • São Tomé e Príncipe: 20.000;
  • Espanha: 12.000;
  • Itália: 10.000;
  • Outros países: Argentina: 5.200;  Brasil: 3.000; Luxemburgo: 3.000; Guiné-Bissau: 2.000; Suíça: 2.000; Moçambique: 1.000; Alemanha: 800; Bélgica: 800; Suécia: 700; Canadá: 300; Noruega: 300; Gabão: 200.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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