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Cultura
 
Influências

Resultante de uma mestiçagem entre colonos europeus e escravos africanos, que se fundiram num só povo, o crioulo, revela, na sua forma de estar e viver, muito próprias, as evidentes heranças europeias e africanas. Essa mestiçagem não se revela apenas na cor da pele mas é também evidente na língua, nos costumes e tradições, na religião (tabanka), na música (funaná e finaçon), na gastronomia, enfim, no que é ser caboverdeano. As influências culturais múltiplas favoreceram a emergência de uma identidade cultural: o badiu.

Religião

Em Cabo Verde professa-se a Religião Cristã, maioritariamente Católica (92%), obtendo alguma expressão a Igreja Protestante (8%). Nos últimos anos algumas outras igrejas vêm-se implantando, progressivamente.

Música

A música caboverdeana, com heranças europeias e africanas, é a expressão mais pura dos sentimentos de um  povo que canta o amor, o sofrimento, a saudade, com tanta alegria quanto melancolia. Como linguagem privilegiada, a música de Cabo Verde afirma-se como principal embaixador do País. Com os seus acordes tradicionais vai cativando o mundo revestindo-se de enorma valor na divulgação e promoção do arquipélago no exterior.

A morna, nascida de um encontro entre o fado e os ritmos africanos é a expressão mais fiel da alma caboverdeana. Tradicionalmente tocada com instrumentos acústicos, como o violão, cavaquinho (pequena guitarra de 4 cordas) e violino, a morna canta o amor, o sofrimento e a nostalgia do povo de Cabo Verde; a coladera, com uma intensa fusão afro-brasileira, é mais alegre. O popular funaná, ritmo tradicional da Ilha de Santiago, traz à tona toda a expressão de uma musicalidade saudável e quente, com ingredientes que o aproxima ao zouk das Antilhas; nas festas tradicionais de Santiago escutam-se o batuque (canto colectivo), o finaçon (improviso) e a tabanka com diálogos cantados, palmas e percussões africanas cujas origens remontam aos tempos da escravatura; a mazurca e a contradança, que se introduziram nas ilhas no século XVI, ainda são comuns em Santo Antão e São Nicolau.

Uma menção especial cabe à intérprete de mornas e coladeiras mais internacional do país, a sublime Cesária Évora. Com uma voz doce e timbrada, a rainha da música caboverdeana seduz o mundo com a música acústica tradicional de Cabo Verde.

Outros artistas e agrupamentos, menos conhecidos mas exímios executantes da música crioula de qualidade, como Paulino Vieira, Tito Paris, Ildo Lobo, Mendes Brothers, Simentera, Splash, Gil & The Perfects ou Ferro Gaita, levam a música de Cabo Verde além fronteiras. Esta lista não se esgota facilmente se recordarmos artistas de outros tempos com o Bana, Titina, Dany Silva, Luís Morais, Chico Serra, Norberto Tavares, Tubarões, Bulimundo ou Finaçon, etc. Através de todos eles a música caboverdeana revela a sua universalidade e tipicalidade.

Os instrumentos musicais habitualmente utilizados são o Violino, Acordeão e “cavaquinho”.

Gastronomia

Colorida pelas influências africanas a cozinha cabo-verdiana é variada. A base da alimentação tradicional é o milho. Pratos de carne (porco, cabra e cabrito), simples ou guarnecidos com verduras, fazem também parte da gastronomia do arquipélago merecendo especial referência a catchupa, prato nacional confeccionado com milho “cochido”, feijão ou favas, hortaliças e enriquecido com carnes e ovos fritos ou peixe. Cabo Verde com o seu mar rico em espécies marinhas proporciona ainda agradáveis surpresas aos apreciadores de peixe e marisco; o atum, peixe serra, espadarte, garoupa, são algumas das variedades muito apreciadas; percebes, polvo, búzio e lagosta merecem destaque especial. É típico comer bafas de marisco, apresentadas como entradas ou simples aperitivos.

Nas sobremesas são de provar as mangas, as papaias e o coco. A doçaria bastante variada e com base nas frutas nacionais ou no leite são também referências importantes na cozinha caboverdeana.

Entre as bebidas não se deve deixar de provar o vinho frutado do Fogo, o manecon, produzido nas encostas do vulcão, e o café cru, um dos melhores do mundo. O famoso grogue, aguardente de cana-de-açúcar, bebida fortemente alcoólica e fabricada ainda por métodos artesanais na ilha de Santo Antão, encontra-se generalizado por todo o arquipélago podendo ser adquirido, como recordação turística, em atraentes embalagens.

Artesanato

O artesanato caboverdeano é jovem e imaginativo. Objectos decorativos como peças de cerâmica, batiks tingidos artesanalmente, esculturas em casca de coco, barro e osso, bijuterias em conchas, bordados à mão e bonecas de trapos são artigos de artesanato que se podem adquirir nos hotéis e lojas do país. No Centro Nacional de Artesanato, na cidade do Mindelo (São Vicente) encontram-se ainda interessantes tecelagens e tapeçarias. É conveniente referir que os objectos em madeira, como estatuetas, máscaras e animais, que se encontram à venda nos principais centros turísticos, não representam artesanato caboverdeano tratando-se de objectos reproduzindo temas da cultura e fauna da costa africana continental.

Os objectos mais tradicionais são os Cinzeiros e Candeeiros em Casca de coco; Garrafas e Chávenas em barro; Jogos de Mesa em madeira

Festividades

Geralmente em Fevereiro, o Carnaval é celebrado em todas as ilhas com especial evidência para os de Mindelo, na Ilha de São Vicente, e São Nicolau;

Em Abril, a festa da Bandeira de São Filipe, na Ilha do Fogo;

Em Maio e Junho, as festas tradicionais de São João e Santo António, nas Ilhas da Brava, Santo Antão e São Nicolau;

Em Junho, a tabanka precede o São João, nas Ilhas de Santiago e Maio;

Em Agosto, o Festival da Baía das Gatas, na Ilha de São Vicente, evento musical com projecção internacional.
 
 
 
 
 
 
 
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