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Generalidades
 
O carácter afável e hospitaleiro das suas gentes, a sua “morabeza”, os seus costumes, o clima moderado a tropical seco, as montanhas, imponentes, com os seus percursos de cortar a respiração, as extensas praias de areias douradas e águas cristalinas, o exotismo das suas expressões culturais fazem das Ilhas de Cabo Verde um destino turístico apetecível, acolhedor e pleno de contrastes. Na forma de estar e viver, muito próprias, nas festas tradicionais e na música, são evidentes as suas heranças europeias e africanas.

A actividade cultural ocupa um espaço muito importante, mormente no que à música e literatura diz respeito. Ambas, muita vezes de mãos dadas, tornaram-se um dos mais eficazes veículos de promoção turística. No entanto, também nas Artes Plásticas o talento dos artistas caboverdeanos se manifesta através de nomes como Bela Duarte, David Levy Lima, Isabel Queirós, Kiki Lima, Leão Lopes, Tchalê Figueira, entre outros, qualquer deles referência além-fronteiras.

Música

A música caboverdeana, com heranças europeias e africanas, é a expressão mais pura dos sentimentos de um povo que canta o amor, o sofrimento, a saudade com tanta alegria quanto melancolia. Como linguagem privilegiada, a música de Cabo Verde afirma-se como principal embaixador do país e as recentes distinções conferidas quer a Cesária Évora, Prémio World Music, quer a Suzana Lubrano, melhor artista africana 2003, vieram coroar a indiscutível qualidade dos “produtos” da cultura caboverdeana. Com os seus acordes tradicionais vai cativando o mundo revestindo-se de enorme valor na divulgação e promoção do arquipélago no exterior.

A morna, nascida de um encontro entre o fado e os ritmos africanos é a expressão mais fiel da alma caboverdeana. Tradicionalmente tocada com instrumentos acústicos, como o violão, cavaquinho (pequena guitarra de 4 cordas) e violino, a morna canta o amor, o sofrimento e a nostalgia do povo de Cabo Verde; A coladera, com uma intensa fusão afro-brasileira, é mais alegre. O popular funaná, ritmo tradicional da Ilha de Santiago, traz à tona toda a expressão de uma musicalidade saudável e quente, com ingredientes que o aproxima ao zouk das Antilhas; nas festas tradicionais de Santiago escutam-se o batuque (canto colectivo), o finaçon (improviso) e a tabanca com diálogos cantados, palmas e percussões africanas cujas origens remontam aos tempos da escravatura; a mazurca e a contradança, que se introduziram nas ilhas no século XVI, ainda são comuns em Santo Antão e São Nicolau.

Uma menção especial cabe à intérprete de mornas e coladeiras mais internacional do país, a sublime Cesária Évora. Com uma voz doce e timbrada, a rainha da música caboverdeana seduz o mundo com a música acústica tradicional de Cabo Verde. Outros artistas e agrupamentos, menos conhecidos mas exímios executantes da música crioula de qualidade, como Paulino Vieira, Tito Paris, Ildo Lobo, Mendes Brothers, Simentera, Splash, Gil & The Perfects ou Ferro Gaita, levam a música de Cabo Verde além fronteiras. Esta lista não se esgota facilmente se recordarmos artistas de outros tempos com o Bana, Titina, Dany Silva, Luís Morais, Chico Serra, Norberto Tavares, Tubarões, Bulimundo ou Finaçon. Através de todos eles a música caboverdeana revela a sua universalidade e tipicalidade.

Instrumentos: Violino, Acordeão, Cavaquinho.

Gastronomia

Colorida pelas influências africanas a cozinha caboverdeana é variada. A base da alimentação tradicional é o milho. Pratos de carne (porco, cabra e cabrito), simples ou guarnecidos com verduras, fazem também parte da gastronomia do arquipélago merecendo especial referência a catchupa, prato nacional confeccionado com milho “cochido”, feijão ou favas, hortaliças e enriquecido com carnes e ovos fritos ou peixe. Cabo Verde com o seu mar rico em espécies marinhas proporciona ainda agradáveis surpresas aos apreciadores de peixe e marisco; o atum, peixe serra, espadarte, garoupa, são algumas das variedades muito apreciadas; percebesbúzios, polvo e lagosta merecem destaque especial. É típico comer bafas de marisco, apresentadas como entradas ou simples aperitivos.

Nas sobremesas são de provar as mangas, as papaias e o coco. A doçaria bastante variada e com base nas frutas nacionais ou no leite são também referências importantes na cozinha caboverdeana. O queijo de leite de cabra, oriundo da Boavista, acompanhado de doce de papaia é uma das sobremesas mais apreciadas.

Entre as bebidas não se deve deixar de provar o vinho frutado do Fogo, o manecon, produzido nas encostas do vulcão, e o café cru, um dos melhores do mundo. O famoso grogue, aguardente de cana-de-açúcar, bebida fortemente alcoólica e fabricada ainda por métodos artesanais na ilha de Santo Antão, encontra-se generalizado por todo o arquipélago podendo ser adquirido, como recordação turística, em atraentes embalagens. O pontche e os licores de frutos juntam o “grogue” aos sabores tropicais. Para os menos ousados a cerveja, nacional e importada, os vinhos portugueses, o uísque e outros (importados) estão disponíveis.

Artesanato

O artesanato caboverdeano é jovem e imaginativo. Objectos decorativos como peças de cerâmica, batiks, tecidos tingidos artesanalmente, esculturas em casca de coco, barro e osso, bijuterias em conchas, bordados à mão e bonecas de trapos são artigos de artesanato que se podem adquirir nos hotéis e lojas do país. No Centro Nacional de Artesanato, na cidade do Mindelo (São Vicente), encontram-se ainda interessantes tecelagens e tapeçarias. É conveniente referir que os objectos em madeira, como estatuetas, máscaras e animais, que se encontram à venda nos principais centros turísticos, não representam artesanato caboverdeano tratando-se de objectos reproduzindo temas da cultura e fauna da costa africana continental.

Objectos tradicionais: Cinzeiros e Candeeiros em casca de coco; Garrafas e Chávenas em barro; Jogos de Uril em madeira. A pesca da tartaruga é proibida pelo que se desaconselha a aquisição de artesanato baseado na sua carapaça.

Festividades

Geralmente em Fevereiro, o Carnaval é celebrado em todas as ilhas com especial evidência para os de Mindelo na Ilha de São Vicente e São Nicolau.

Em Abril, a festa da Bandeira de São Filipe, na Ilha do Fogo.

Em Maio e Junho as festas tradicionais de São João e Santo António nas Ilhas da Brava, Santo Antão e São Nicolau.

Em Junho, a tabanka precede o São João nas Ilhas de Santiago e Maio.

Em Agosto, o Festival da Baía das Gatas na Ilha de São Vicente, evento musical com projecção internacional.

Em Setembro, o Festival de Música de Santa Maria incluído nas festas do Dia do Município (Nossa Senhora das Dores).

 
 
 
 
 
 
 
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