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Breve Caracterização
 
Cabo Verde, após a sua independência, atravessou um período de forte centralização das actividades económicas principais. De facto, de 1975 a 1991, cometia ao Estado, de cariz socialista, desenvolver quase toda a actividade comercial, industrial e serviços de importância, cabendo aos privados, poucos, o papel de agentes económicos de pequena e média dimensão. Na Banca, Transportes, Construção, Turismo, o Estado detinha importante posições.

Desde 1991, desejando contrariar a sua condição insular e a forte dependência das transferências externas, públicas ou privadas, e como forma privilegiada de desenvolvimento económico e social e estabilização dos indicadores macro-económicos, Cabo Verde encetou uma política de liberalizações e abertura da economia ao exterior, já iniciada em 1989, deixando o Estado de ser o principal agente económico transferindo essa função para os investidores privados, nacionais e estrangeiros, relegando-se para um papel crescentemente promotor e regulador da actividade económica.

A partir de 1993 entram em vigor importantes instrumentos legislativos de incentivo na área económica (Consultar canal "Investir em Cabo Verde/Enquadramento Legal") e foram simplificados diversos procedimentos fiscais e aduaneiros com o objectivo de criar um ambiente propício ao estabelecimento de negócios. Esta legislação para atracção do Investimento, resultante de um importante esforço para tornar este pequeno país competitivo na captação do capital externo, e os Acordos Preferenciais de entrada em diversos mercados internacionais, abrangendo mais de 500 milhões de potenciais consumidores na Europa (Acordo de Cotonou), Estados Unidos (Sistema Generalizado de Preferências e AGOA-African Growth Opportunity Act), Canadá (Nova Iniciativa para África), China e África Ocidental (CEDEAO-Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) tornaram o Turismo, a Indústria Ligeira (essencialmente Calçado e Confecções), as Pescas e as Zonas Francas (Comerciais e Industriais) nos sectores mais dinâmicos e de maior potencial de investimento em Cabo Verde.

Em 1997, o Ministério da Coordenação Económica, hoje Ministério da Economia, Crescimento e Competitividade, ciente da necessidade de reduzir a dependência das remessas dos emigrantes e da ajuda internacional, apontava como factores essenciais para a integração de Cabo Verde na economia mundial, construindo uma base económica para o crescimento sustentado, o aumento do emprego e das exportações, o reforço da livre iniciativa de mercado, a activa participação do sector privado, o incremento do investimento estrangeiro, a aposta no turismo, o alargamento e modernização das infra-estruturas e do saneamento básico, os transportes, as comunicações e a energia sem contudo descurar o respeito e protecção do ambiente.

Sem recursos naturais de registo -onde se contam os produtos do mar (Sal e Pescado), o Calcário e a Pozolana, quase totalmente dependente das importações para responder às necessidades básicas dos cerca de 460.000 habitantes e obter matérias-primas par-a as actividades económicas, Cabo Verde conta, segundo dados do
Banco de Cabo Verde para 2003, para a constituição do seu PIB de 732 milhões de Euros (estimativa 2004: 765 milhões de Euros), com as ajudas externas (perto de 30% do PIB), Remessas de Emigrantes de 72.5 milhões de Euros (estimativa 2004: 79.3 milhões de Euros; 10% do PIB), onde Portugal, de longe o maior remetente, representa 18.4 milhões de Euros, 2.5% do PIB (estimativa 2004: 23.2 milhões de Euros; 3% do PIB), e contribuição própria dos sectores Primário (Agricultura, Pecuária, Silvicultura e Pescas), Secundário (Indústria, Energia e Construção) e Terciário (Comércio, Turismo, Transportes, Comunicações e Outros Serviços).

A inflação mantém-se controlada, habitualmente num intervalo de entre 1% e 3% (-1.9% em 2004), limites aos quais não é indiferente a existência do Acordo de Cooperação Cambial com Portugal que obriga Cabo Verde a respeitar apertados critérios macro-económicos, semelhantes aos da União Europeia,  mantendo-se, em contrapartida, a paridade cambial fixa entre o Euro e o Escudo caboverdeano (1 Euro = 110.265 ECV). O défice orçamental foi, em 2004, inferior a 3%.

O grau de dependência de Cabo Verde fica bem patente nos valores registados no
Comércio Externo de Cabo Verde (2001-2004)  (estimativa importações 2004: 349.1 milhões de Euros; estimativa exportações 2004: 12.1 milhões de Euros), cabendo 40% das importações a Produtos Alimentares, adivinhando-se o elevado valor da Dívida Externa (ligeiramente abaixo dos 50% do PIB).

A qualidade dos seus Recursos Humanos, internacionalmente reconhecida pelo 105º lugar a nível mundial (acima da média do grupo de países em que se insere e o melhor classificado entre os PALOP) no Índice de Desenvolvimento Humano 2004 publicados pelo
PNUD-Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (e corroborada pelos próprios investidores externos), consubstanciados na elevada taxa de alfabetização, actualmente de 76%, 85% nos escalões inferiores a 15 anos (é objectivo do Ministério da Educação e Valorização dos Recursos Humanos atingir 95% até 2010), abundância de quadros com níveis elevados de formação a par de uma natural aptidão e facilidade na aquisição de conhecimentos e utilização de novas tecnologias é, sem dúvida, um dos factores de atracção do investimento a este país.

Cabo Verde apresenta-se como uma economia a caminho da terciarização, com 66.5% do PIB cargo do sector dos Serviços (Transportes, Comunicações e Serviços Financeiros).

A sua situação geográfica, no centro das principais rotas de navegação marítima e aérea através do Oceano Atlântico fez, desde sempre, com que o país fosse um importante centro de circulação de pessoas e mercadorias. Os serviços prestados à navegação marítima (reparação de navios e abastecimento de combustível) e navegação aérea (acolhimento de passageiros e mercadorias no aeroporto do Sal) permanecem uma actividade económica significativa representando a maior parcela das exportações do sector.

Os Transportes Marítimos desempenham um papel importante na estratégia de desenvolvimento económico de Cabo Verde devido à dispersão geográfica do país. As ligações marítimas e aéreas internacionais existentes facilitam o acesso das empresas aos mercados de todo o mundo estando claramente assumida a vontade do seu Governo em transformar Cabo Verde numa plataforma giratória dos circuitos de abastecimento na região (Consultar canal "Sectores da Economia/Transportes").

Os Transportes Aéreos domésticos são frequentes e abrangem todo o arquipélago mas Cabo Verde possui também voos internacionais regulares para a Europa, África e América (Consultar canal "Sectores da Economia/Transportes").

A expansão e modernização dos Portos, Aeroportos, a criação de Parques Industriais e melhoria das Vias Rodoviárias (Consultar canal "Infraestruturas") fazem parte do programa destinado a dotar Cabo Verde de infraestruturas modernas e adequadas à recepção de Investimento.

Nas Telecomunicações, ligações telefónicas directas com quase todo o mundo, com recurso a cabos submarinos de fibra óptica, comunicações móveis, transmissão de dados, videotexto e vídeo-conferência, são alguns dos serviços de comunicações que Cabo Verde oferece actualmente tornando, neste aspecto, praticamente irrelevante a sua insularidade.

Com um incremento global de produção encontram-se as Comunicações, com as comunicações telefónicas fixas a revelar ligeira quebra e as comunicações móveis em crescendo, nomeadamente no tráfego internacional. A empresa nacional de Telecomunicações, a Cabo Verde Telecom é uma associada da Portugal Telecom que aí possui 40% do capital e fornece a melhor tecnologia e o acesso fácil aos destinos nacionais e internacionais.

Considerando a qualidade das tecnologias utilizadas e a situação geográfica central, Cabo Verde apresenta elevado potencial, nos mercados regionais e internacionais, para prestação de serviços de Teleporto flexíveis e competitivos. As perspectivas apontam para a continuação da expansão dos serviços de telecomunicações, que englobam para além das Comunicações Fixas e Móveis, o acesso “Internet” e Transmissão de Dados, Videotexto e Video-conferência. A liberalização de algumas destas actividades será o próximo passo (Consultar canal "Sectores da Economia/Telecomunicações").

De sinal contrário é a tendência do Serviços Postais, à semelhança da generalidade dos mercados, serviço que se encontra a cargo dos Correios de Cabo Verde, em estreita parceria operacional com os CTT-Correios de Portugal (Consultar canal "Sectores da Economia/Serviços Postais").

Nos Serviços Financeiros podem encontrar-se estruturas bancárias perfeitamente identificadas com o fornecimento dos mais usuais Produtos e Serviços Bancários e Seguradores (Consultar canal "Sectores da Economia/Serviços Financeiros").
 
 
 
 
 
 
 
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