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Energia
 
Os serviços de abastecimento de energia desempenham um papel motor em todas as actividades de desenvolvimento económico e social do país. Em Cabo Verde, por se tratar de um país extremamente carente em recursos energéticos, a produção de Electricidade é resultante, essencialmente, da queima de combustíveis implicando forte dependência da importação de produtos petrolíferos cuja factura absorve consideráveis recursos financeiros. Esta situação acarreta consequências no abastecimento sustentado de energia, pesa no plano macro-económico e consome uma percentagem elevada dos escassos recursos do país. Como alternativas têm sido estudadas outras fontes de energia, como o vento e o sol, merecendo realce o parque eólico do Mindelo (São Vicente) que em interligação com a rede eléctrica garante cerca de 10% da energia consumida pela cidade.

Em virtude dos fracos recursos financeiros do País, incapazes de garantir os investimentos necessários, tornou-se inevitável a abertura dos investimentos do sector a parceiros estratégicos, públicos ou privados, e, numa perspectiva de facilitar o desenvolvimento de outras actividades económicas, melhorar as condições de vida das populações e combater a pobreza.

As “utilities”, pela génese do sistema político caboverdeano, economia fortemente centralizada entre 1975 (ano da independência) e 1991 (data das primeiras eleições livres), mantiveram-se como monopólios estatais até meados da década de 90 quando, por força do regime democrático e necessidade de abertura da economia ao investimento privado, se iniciou uma política de liberalizações que levou à privatização parcial das empresas dos sectores da “Água e Electricidade”, “Telecomunicações” e “Combustíveis”. Estas são hoje fortemente participadas por congéneres portuguesas das quais recolhem capital, tecnologia e acesso a mercados internacionais.

Neste contexto, o fornecimento de Electricidade foi concessionado, em exclusivo para todo o território, pelo Estado caboverdeano a um parceiro estratégico, através da venda de 51% da então empresa pública ELECTRA, SA a um consórcio constituído pela EDP-Electricidade de Portugal, SA (30,6%) e Águas de Portugal, SGPS (20,4%). Na composição accionista contam-se ainda o Estado de Cabo Verde (34%) e Municípios de Cabo Verde (15%).

A importação, armazenamento e distribuição de Combustíveis e Gás, em todo o território caboverdeano é assegurado por duas entidades privadas, a ENACOL, SARL, pertença da GALP (32,5%), Sonangol (32,5%), Pequenos accionistas (21%) Estado (10%) e Trabalhadores (4%), e a Shell.

A ENACOL possui uma rede de 23 postos de abastecimento, em todo o arquipélago, através do qual vendeu, em 2004, 94 milhões de litros de Combustíveis, 3 mil toneladas de GPL e 380 toneladas de Lubrificantes. A sua quota de mercado reforçou-se desde os 19%, em 1997, até aos actuais 41% (2004).

Embora se trate de um sector de actividade essencialmente privada, o investimento público, consagrado pelo Orçamento de Estado para 2005, atribui 1.5 milhões de Euros para Expansão e Modernização de Redes de Transporte e Distribuição de Energia, 1.6 mihões de Euros para Promoção das Energias Renováveis e 0.2 milhões de Euros para a Promoção da Conservação de Energia.
 
 
 
 
 
 
 
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