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Investimento Português: Introdução
 

Por razões históricas Cabo Verde foi, desde sempre, palco de actuação das empresas portuguesas do sector dos Transportes Aéreos e Marítimos (Transportadoras, Agentes de Navegação e Transitários). Seguiram-se-lhes, após a independência a 05 de Julho de 1975, as empresas de Consultoria, que assessoravam as principais empresas públicas.

Na segunda metade da década de 1990, quando as condições de abertura da economia ao exterior, criadas pelo novo regime saído das eleições livres de 1991, conduziram à privatização de diversas empresas, até então públicas, Cabo Verde atrai a atenção de investimento português de maior porte em sectores estruturantes como as Telecomunicações (clique nos items seguintes para aceder às páginas temáticas), a Construção Civil e Obras Públicas, a Indústria Hoteleira, os Serviços Financeiros e os Combustíveis. De permeio as Indústrias do Calçado e das Confecções, aproveitando o enquadramento legal vantajoso, que ainda subsiste, elegeram o arquipélago como destino de investimento para relocalização das suas produções. Hoje, as indústrias deste sector representam 90% das exportações caboverdeanas. Mais recentemente os negócios Imobiliário, Turístico e Materiais de Construção têm também a marca portuguesa.

Os investimentos portugueses abrangem ainda sectores tão diversos como a  Produção de Colchões de Espuma, a Indústria de Produtos de Higiene, a Produção de Plásticos, a Produção de Inertes, a Indústria Alimentar, a Indústria de Bebidas, a Panificação e Pastelaria, a Transformação e Exportação de Pescado, a Hotelaria, os Serviços Turísticos de Apoio e Lazer, as Agências de Turismo, os Desportos Náuticos e o Mergulho. Em resultado desta forte ligação Portugal, que se calcula ser a origem de 125 empresas em Cabo Verde, tem sido, sistematicamente, o maior gerador de trocas comerciais com Cabo Verde, com cerca de 50% do valor total.

As empresas portuguesas, com o seu investimento, têm ajudado a criar a base de sustentação necessária que permite a projecção de Cabo Verde num mundo globalizado e competitivo. Refira-se que boa parte do investimento industrial se concretizou em sectores exclusivamente virados para a exportação, beneficiando do Estatuto de Empresa Franca ou da Utilidade Turística, aliviando a elevada taxa de desemprego (12% "strictu sensu", 20% "lactu sensu"; 33.000 desempregados), reforçando o Produto Interno de Cabo Verde, colocando a produção “made in Cabo Verde” nos principais mercados internacionais e, por isso, trazendo divisas ao País. Em suma, contribuindo largamente para o desenvolvimento económico e social de Cabo Verde.

Em diversos sectores da economia, alguns deles estruturantes e essenciais para o desenvolvimento económico de Cabo Verde, e para projectos que tenham sido oficialmente apresentados à CI-Cabo Verde Investimentos (ex-PROMEX), o interesse português, no período 1994-2008, atingiu um valor superior a 550 milhões de euros.


Projectos Portugueses por Sectores - 1994/2007 (unid: Euros)
Aprovado
Nº Empregos
Nº Projectos
- Indústria
€ 31.108.733
2.255
37
- Hotelaria e Serv. Turísticos
€ 195.163.038
1.689
30
- Pescado e afins
€ 6.458.000
364
5
- Transportes e Actividades Marítimas
€ 1.336.000
43
2
- Banca e Serviços Financeiros
€ 588.000
55
3
- Comunicações
€ 17.186.000
*+290
2
- Combustíveis
€ 9.500.000
*
1
- Construção, Imobiliária e Afins

€ 12.284.929

95

4

- Outros
€ 21.208.541
1.592
52
Total
294.833.241
6.454
139

* Aquisição de empresas já existentes, com manutenção de emprego

Projectos Portugueses por Sectores - 2008 (unid: Euros)
 
Aprovado
Nº Empregos
Nº Projectos
- Turismo
€ 252.088.000
1.768
2
- Transportes
€ 2.960.000

?

2

- Comunicações

€ 1.200.000

32

1

Total

€ 256.248.000
1.800
5

Dado que alguns investimentos são efectuados sem recurso ao estatuto de Investidor Externo, logo não registados pela CI-Cabo Verde Investimentos, escapando por isso a esta estatística, segundo o Banco de Portugal foram canalizados, em 2007, para Cabo Verde 17,2 milhões de euros de investimento português (dados 2008 ainda não disponíveis), abaixo dos 56,3 milhões de euros de 2006, decréscimo que se deveu principalmente à redução verificada nas Actividades Imobiliárias, Alugueres e Serviços prestados às empresas.

Cabo Verde, fruto da sua situação estratégica e dos Acordos Comerciais de que beneficia com a Europa (Acordo de Cotonou), Estados Unidos (Sistema Generalizado de Preferências e AGOA-“African Growth Opportunity Act”), Canadá (Nova Iniciativa para África), China e CEDEAO (Comunidade Económica dos Países da África Ocidental) abre mercados importantes num espaço global abrangendo 500 milhões de consumidores, tornando-se extremamente atractiva para o investimento em actividades exportadoras para as quais o Governo de Cabo Verde criou legislação específica
.

Para os empresários portugueses surge como melhor oportunidade a instalação de Zonas Francas Industriais aproveitando a Legislação existente em Cabo Verde para incentivo às Exportações e Reexportações (Consultar canal “Investir em Cabo Verde”).

Consulte a Câmara de Comércio Indústria e Turismo Portugal Cabo Verde sobre "Como investir em Cabo Verde".