A Instituição O Portal As Publicações Contactos Privacidade
 
Turismo: Caracterização
 
Dia Mundial do Turismo: 27 de Setembro

Clique para aceder ao "Plano Estratégico para Desenvolvimento do Turismo 2010-2013"

Clique para aceder ao "Plano de Marketing de Cabo Verde"

Clique para aceder a Procura Turística

Cabo Verde atribui grande atenção ao desenvolvimento turístico tendo em conta o enorme potencial do sector (clique aqui para aceder ao site do Turismo de Cabo Verde). Para o efeito promove, desde há vários anos, através da Direcção Geral de Turismo e da CI-Cabo Verde Investimentos, diversas acções de marketing (participação em Feiras Internacionais de Turismo, debates e reflexão, viagens promocionais a jornalistas e operadores turísticos) no sentido de atrair turistas nos principais mercados emissores.

Conscientes do potencial do sector do Turismo as autoridades caboverdeanas delinearam uma Política de Turismo e criaram um conjunto de diplomas legais muito favorável à captação de Investimento Externo (incentivos fiscais, facilidades aduaneiras e bonificações).

O acesso à actividade turística é livre e aberta a nacionais e estrangeiras existido um enquadramento legal favorável para investimento no Turismo atribuindo-se benefícios adicionais ao abrigo do Estatuto de Utilidade Turística (clique aqui para aceder à página temática). Adicionalmente, para "empreendimentos imobiliário-turísticos" de grande dimensão, poderão ser negociadas condições especiais por "Convenção de Estabelecimento" com o Estado caboverdeano as quais regem um conjunto de atribuições mútuas (regalias e compromissos) das partes envolvidas.

Representando receitas de cerca de 27,5 milhões de contos caboverdeanos (250 milhões de euros), 24% do PIB de Cabo Verde e 30% no conjunto dos Serviços, o arquipélago tem no sector do Turismo um dos principais vectores de desenvolvimento económico e para onde se vêm canalizando mais de 90% dos investimentos externos.

A estabilidade social, o bom clima e a proximidade e equidistância à Europa e Américas propiciam o investimento na hotelaria e noutras vertentes de apoio ao desenvolvimento turístico. Gradualmente vão surgindo mais e maiores unidades, nomeadamente nas ilhas do Sal e da Boavista dedicadas essencialmente a uma oferta balnear (sol e praia) enquanto que em Santiago, São Vicente e Fogo a vocação é para amantes de circuitos de Natureza.

Com a diversificação dos produtos turísticos, que hoje apenas oferecem como chamariz o clima ameno sobre todo o ano (min. 22º; máx. 30ºC), águas puras e cristalinas e excelentes condições para a prática de desportos náuticos, desejável é que se venha  a registar uma maior equilíbrio no desenvolvimento do arquipélago, aproveitando a morfologia geográfica variada e o património histórico e arquitectónico, na exploração do potencial do turismo de natureza, do turismo de circuitos culturais (históricos, religiosos e gastronómicos) e do turismo de negócios.

Os objectivos apontados por Cabo Verde, e que constam do seu Plano Estratégico de Turismo 2010-2013, é atingir 1 milhão de turistas até 2020 atraíndo-os de novos mercados como os países nórdicos (Suécia, Dinamarca e Noruega) e Leste europeu (Polónia, República Checa e Rússia), aumentar em 60% o emprego directo gerado pelo Turismo, para 7 mil empregos, aumentar a contribuição do Turismo para o PIB, aumentar substancialmente os benefícios do Turismo para a população.

Infraestruturas hoteleiras em Cabo Verde

2007

2010

2011

2012

2013

2014

 Estabelecimentos
 - Hotéis
 - Pensões
 - Pousadas
 - Aparthotel
 - Aldeamentos
 - Residenciais

150
40
51
7
10
6
36

178
41
61
7
12
9
48

 195
-
-
-
-
-
--

 207
-
-
-
-
-
--

222
54
71
12
14
11
60

 229
54
70
8
21
7
69

 Quartos

5.368

5.891

7.901

8.522

9.058

 10.839

 Camas

9.767

11.397

14.076

14.099

15.995

 18.188

 Dormidas

1.432.746

2.342.282

2.827.562 3.334.275

3.436.111

3.414.832

 Capacidade de Alojamento

11.544

13.962

17.025

18.194

19.428

 23.171

 Pessoal ao Serviço

3.450

4.058

5.178

5.385

5.785

 6.282


imgAté 2005, as grandes unidades hoteleiras resultaram de investimentos externos, nomeadamente de capitais italianos, mas onde pontificaram também investimentos portugueses através do GRUPO OÁSIS ATLÂNTICO e do HOTEL TRÓPICO do Grupo Pestana, seguidos por outros promotores, igualmente europeus, como os espanhóis e canarinos. Um novo fenómeno ocorreu a partir de 2006 com a chegada massiva de capitais britânicos (ingleses, irlandeses e escoceses), em parceria com empresários caboverdeanos, para construção de "resorts" e habitações de luxo (2ª habitação) cujos empreendimentos deveriam estar concluídos entre 2010 e 2012. A verdade é que por razões diversas, entre a crise internacional de 2008 e motivações especulativas dos "promotores" destes empreendimentos, a maior parte destes acabaram por não se concretizar.

imgOs empresários caboverdeanos, atentos ao potencial e evolução positiva do sector e cada vez mais conscientes do seu papel no desenvolvimento de Cabo Verde têm aumentado os seus investimentos em estabelecimentos de pequeno porte (20 a 30 quartos) oferecendo sensações diferentes ao inserir os visitantes nas comunidades dando-lhes a conhecer os costumes e tradições com vantagens para a economia local. A aposta estende-se à restauração, ao artesanato, à animação cultural e aos transportes rodoviários.

Cabo Verde, pela sua dimensão, escassez de recursos e fragilidade ecológica não enveredará por um turismo de massas antes praticará um Turismo selectivo, gerador de rendimentos e não agressivo para o meio ambiente. A complexidade e as exigências do sector exigem uma boa qualificação da mão-de-obra onde Cabo Verde apresenta nítido défice de formação específica. No entanto ,e apesar da criação da EHTCV-Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde (clique aqui para aceder a notícia), os centros de formação hoteleira e turística tardam em surgir demorando a criação das competências necessárias para um serviço de excelência não bastando o carácter afável e hospitaleiro das suas gentes.

Os Transportes Aéreos (clique aqui para aceder  a página temática) e os Transportes Marítimos (clique aqui para aceder a página temática) inter-ilhas mantêm-se como o “calcanhar de Aquiles” do panorama das estruturas de apoio ao movimento de turistas. Várias são ainda as carências ao nível do transporte interno, especialmente pela falta de alternativas aos aviões, mas encontram-se em curso alguns projectos na área de transporte marítimo destinados a eliminar os constrangimentos nesse domínio. As dificuldades em viajar de e para Cabo Verde, pela abundante oferta, são hoje inexistentes (excepção feita ao tráfego interno de acesso a algumas ilhas) registando-se épocas altas na Páscoa, nos meses Julho/Agosto/Setembro, Natal e Fim do Ano em oposição aos meses de Maio/Junho/Novembro.

A provável privatização da transportadora aérea nacional e os novos Aeroportos Internacionais (clique aqui para aceder a página temática) acrescentaram outra racionalidade e eficiência ao transporte de passageiros contribuindo fortemente para o aparecimento de novas e aliciantes propostas para os que visitam Cabo Verde.

Clique e aceda a temas relacionados:
Conhecer as Ilhas

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Powered by:
www.xic.pt