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Entrevista com a Delegada Ibérica dos TACV (Março 2005)
 

Delegada Ibérica dos TACV desde Novembro de 2003, a Dra. Eunice Barbosa, transformou-se, em pouco tempo, no rosto (e ouvidos) da transportadora aérea caboverdeana, no seu mais importante mercado: Portugal. Dinâmica, como há muito não se via nos escritórios dos TACV, a afabilidade, capacidade de relacionamento e inteligência são os seus trunfos para guiar a transportadora aérea caboverdeana em direcção ao sucesso.  Quisemos conhecer um pouco mais do seu trabalho.

Logo que chegou foram notadas algumas acções promocionais dos TACV. Quer falar-nos dos planos de acções dos TACV para o mercado português?
Temos investido basicamente em 2 segmentos do mercado dos TACV em Portugal que são o Turismo e a Comunidade caboverdeana. Ao nível da comunidade privilegiamos o trabalho com as Associações, como os festejos 1º de Maio, que queremos manter como uma data de referência para a empresa, co-patrocinamos vários torneios e outras actividades das associações. A nível do tráfego turístico trabalhamos com os Operadores mas também a publicidade ao nível do “trade” utilizando jornais designados pelos Operadores, que são meios que atingem muito bem as Agências e os Operadores Turísticos. Temos feito um pouco o papel de promotor do país como destino, associando os TACV como transportador.

Foi notória uma campanha que circulou nos autocarros da Grande Lisboa? Quais foram os resultados obtidos com essa campanha?
Quando iniciámos a campanha tínhamos um índice de notoriedade de 4%. A última pesquisa aponta já para 11/12% de notoriedade. O próprio resultado dos TACV em 2004, que conseguiu crescer, materializou os objectivos que tínhamos para Portugal.

Há mais acções previstas? Sabemos que participam em Feiras de Turismo e não só?
Em Portugal participamos sempre na Bolsa de Turismo de Lisboa e também na Mundo Abreu e na Exponor. Participamos também em feiras de promoção do Turismo em todos os mercados onde os TACV operam.
 

Após o 11 de Setembro de 2001 o negócio do transporte aéreo ressentiu-se um pouco por todo o mundo. Como é que os TACV lidaram com este período de crise?
Nunca liguei o 11 de Setembro com Cabo Verde porque não somos um país que esteja associado aos problemas do terrorismo. Naturalmente houve algumas consequências ao nível dos custos de combustível e de segurança que mexeram com a estrutura financeira da empresa mas os resultados de 2004 demonstram que a empresa superou esse período menos bom. Fizemos uma reestruturação da vertente operacional, fizemos ajustamentos ao nível dos custos com um forte controle dos custos internos.

Quais são os indicadores de desempenho dos TACV que nos pode adiantar?
Os TACV fizeram, em 2004, 15.000 voos. 12.000 voos domésticos e 3.000 voos internacionais. Nesse período transportámos, globalmente, 568.858 passageiros, 342.215 nos voos domésticos e 226.643 nos voos internacionais. Mas não crescemos apenas no número de passageiros. Também crescemos ao nível da receita.

Quais são as linhas que os TACV operam e qual a importância de Portugal nesse quadro?
Voamos para Dakar (Senegal), Las Palmas, Lisboa e Porto, Madrid, Paris, Munique, Amesterdam, Bergamo e Malpensa (Itália), Boston (EUA) e Fortaleza (Brasil). No Inverno voamos de Lisboa à Segunda, Quarta, Sexta e Domingo e no Verão temos voos diários. Ttemos um voo Porto-Sal à 6ª feira, iniciado há 3 anos. Se contarmos com os voos "code-share" com a TAP temos lligações diárias entre Lisboa e o Sal. Portugal é o principal mercado dos TACV com 39% de toda a receita. Tem-se mantido estável. Este ano cresceu cerca de 3.2% em receita (+1.3 milhões de Euros) e 23% em número de passageiros, o que dado contexto em que operamos é positivo.

Mas os TACV não transportam apenas passageiros possui também uma componente importante de transporte de Carga.
Em Portugal temos um GSA (General Sales Agent) que se destina  à área de carga. É a Capital International. Transportamos de tudo mas essencialmente produtos perecíveis, desde que a quantidade não seja exorbitante.


Equipa TACV Lisboa

Em breve estará operacional o Aeroporto Internacional da Praia. O que significa este acontecimento para os TACV?
Conforme palavras do nosso Presidente existem dois factores que poderão ser vitais para a companhia. O novo Aeroporto e o certificado ETOPS (permissão para efectuar voos com mais de 3h 30 mn de duração). Relativamente ao Aeroporto representa melhor qualidade de serviço, sobretudo a partir de Portugal pois cerca de 60% dos passageiros destinam-se à Praia. Passarão a ir directamente e deixaremos de ter necessidade de colocar aviões em linha para ir ao Sal, aviões que por vezes vão vazios, reduzindo os custos operacionais e implicando menores tempos de espera para quem viaja.

A abertura dos voos “charter” Lisboa-Sal inseriu um dado novo no plano das ligações aéreas entre Portugal e Cabo Verde? O que têm os TACV a dizer sobre esta concorrência?
Se foi bom ou não é uma análise que deve ser feita principalmente pelo País em si. Para os TACV não mudou nada. Somos uma companhia de voos regulares, temos um papel diferente do de uma companhia “charter” e dentro desse papel temos cumprido bem. Reconhecemos que os voos “charter” têm uma componente importante de promoção turística de Cabo Verde.

Para terminar, quererá fazer uma antecipação do que serão os próximos desenvolvimentos das actividades dos TACV em Portugal?
A companhia mantém-se sempre ambiciosa. A nossa meta é sempre crescer. Pensamos continuar a maioria das actividades realizadas em 2004 mas a aposta, genericamente, é no Turismo e na Comunidade caboverdeana. Tentaremos estar sempre perto dela e ouvi-la porque nem sempre o que pensamos é o que as pessoas esperam de nós. Ao nível do Turismo queremos continuar a fazer um bom trabalho, agora ao lado da Cabo Verde Investimentos. Temos a percepção que apesar de tudo Cabo Verde não é ainda um destino muito conhecido. Muitas vezes as pessoas não tem bem uma noção do que é Cabo Verde. A minha perspectiva é a de reforço do investimento do próprio Governo em Portugal, pelas relações históricas e económicas, obviamente retirando dividendos ao nível do Turismo.

 
 
 
 
 
 
 
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