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Ilha do Fogo
 

Ilha do Fogo (clique para aceder ao mapa da ilha)

Achada a 1 de Maio de 1640, a segunda ilha a ser descoberta pelos navegadores portugueses foi inicialmente designada por São Filipe (santo do dia da sua descoberta) mas mais tarde, devido ao seu vulcão, passou a ser identificada, com mais propriedade, por ilha do Fogo. T
oda ela é um primitivo vulcão ainda activo, com a última erupção a ocorrer em 1995. Ascende a 2.829 metros e ocupa uma área de 477 Km2 convidando a uma escalada de 3 a 4 horas até à imensa e belíssima cratera de Chã das Caldeiras onde reside uma comunidade com características físicas muito particulares. Descendentes de um francês de apelido Montrond apresentam pele e olhos claros e cabelos crespos e loiros.

São Filipe, a capital da ilha, encontra-se virada para o mar com vista para a vizinha ilha da Brava. As suas ruelas pavimentadas, com os seus numerosos jardins de árvores e flores e as suas casas antigas tipo colonial, os sobrados, marcam as características essenciais da ilha emanando atracção e charme.

Situado nas montanhas do Norte da ilha, a zona de Mosteiros distingue-se pelos seus microclimas, terras férteis e lavas vulcânicas. Cerca de 10.000 habitantes distribuem-se por esta área que tem como sede de concelho a Vila da Igreja. Com estradas asfaltadas para breve, proporcionando fácil acesso aos pontos de visita obrigatória, adivinha-se uma estadia tranquila e agradável.
 

O vulcão, imponente, tanto pela sua dimensão como pela sua beleza é sem dúvida a maior atracção turística da ilha. São ainda de interesse turístico o Monte Velha e a sua floresta, e as Salinas de São Jorge a que se juntam as praias de areia negra com lindos corais e algas marinhas, para mergulho à superfície e a grandes profundidades.

Actualmente e apesar das escassas chuvas as zonas secas e áridas do sul opõem-se à metade norte da ilha, húmida e de espantosa fertilidade. O Fogo conta com cerca de 40.000 habitantes que se dedicam essencialmente à agricultura, posicionando-a como a 3ª ilha em produto agrícola.

Das espécies de cultivo introduzidas merecem especial destaque o café, pela sua qualidade e aroma, e as castas de videiras das quais se fabrica o conhecido “manecon”, vinho do Fogo totalmente biológico. A produção, tanto do vinho como do café, não atinge quantidades para grandes exportações.

Gastronomia

É do milho e feijão servido com carnes diversas e hortaliças que se fazem os pratos típicos da gastronomia foguense. A especialidade local é a “Djagacida”, uma feijoada acompanhada de carne de porco salgada, couve e cuscus de milho. Pode-se ainda experimentar a "cachupa", a "papa de milho" com leite de cabra, fresco ou coalhado, ou, porque alguns o preferem, com manteiga de vaca e o "gufongo", uma bolacha de massa de milho.

O vinho característico destas terras vulcânicas, tanto o da região de Chã das Caldeiras (nas suas variedades, tinto, branco, rosé, passito e moscatel) como o "manecom" (um caldo de uva fermentada com um abor forte, doce e seco), o queijo e o café (Coffea Arabica L.), da zona de Mosteiros (considerado o melhor do mundo nas primeiras décadas do séc. XX), completam a ementa.

Festividades

A celebração do dia de São Filipe (1 de Maio), padroeiro do Município com o mesmo nome, é a principal festa na ilha do Fogo. Comandada, desde sempre, pelas famílias mais abastadas, que uma uma se vão sucedendo na responsabilidade de organização anual da Festa de Nhô São Filipe, sucedem-se os cortejos e procissões, acompanhadas pelas características corridas de cavalos e provas de perícia dos seus cavaleiros, tradição que perdura desde 1940, sempre sob a égide da Bandeira. Por esta ocasião acorrem a São Filipe gentes de todo o arquipélago e foguenses emigrados que aproveitam para rever as suas famílias, esgotando o alojamento hoteleiro com vários meses de antecedência. A festa, que antes da independência, em 1975, não tinha a projecção actual, e hoje é uma das mais importantes de Cabo Verde, termina com a transmissão da Bandeira à família que organizará o evento do ano seguinte. O dia de São João (24 de Junho), lembrado em todas as ilhas do arquipélago, é também uma festa importante na ilha.

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