Cabo Verde consegue segundo "Millennium Challenge Account”
Cabo Verde acaba de ser contemplado com um novo “compacto” do MCA, programa do governo dos EUA para ajudar um grupo selecto de países no seu desenvolvimento.
Com efeito, tendo conseguido em 2004 um “compacto” de 110 milhões de dólares, a Cidade da Praia estava, inicialmente, excluída de uma segunda selecção. Porém, a forma considerada séria e criteriosa como os recursos do MCA foram geridos em Cabo Verde, com resultados à vista de todos, levou os responsáveis do Millennium Challenge Corporation” a reavaliar a sua posição inicial em relação a este arquipélago.
Pelas palavras de Marianne Myles, embaixadora americana em Cabo Verde, os contribuintes americanos “podem descansar e ter a certeza de que o seu dinheiro está sendo investido de maneira inteligente e eficaz em Cabo Verde”. Estas palavras situam-se, aliás, na linha do que a secretária de Estado Hilary Clinton tinha senido aquando da sua passagem pela ilha do Sal, em Agosto passado, altura em que cobriu Cabo Verde de elogios.
Com os 110 milhões de dólares obtidos em 2004, Cabo Verde procedeu desde então a um conjunto vasto de obras e programas a nível das infra-estruturas (estradas, pontes, modernização do porto da Praia, etc.), gestão de bacias hidrográficas, apoio à agricultura, reforma do seu sector público e valorização dos seus recursos humanos, etc. Com o segundo “envelope” ontem aprovado, e cujo montante ainda se desconhece -mas que estará entre 200 e 300 milhões de dólares-, o MCA-CV deverá, certamente, dar continuidade ao trabalho em curso desde então e que visa, acima de tudo, a melhoria de vida dos caboverdeanos.
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FMI apresenta relatório positivo sobre as políticas de Cabo Verde
No mais recente relatório do FMI-Fundo Monetário Internacional, a instituição internacional elogia as políticas de “gestão prudente e os fortes fundamentos económicos” do governo caboverdeano que tem permitido resistir à crise global. Esta entidade abriu ainda a possibilidade de, mais à frente, ser possível baixar gradualmente as taxas de juro à medida que forem reduzindo o risco-prémio internacional do país”. “O crescimento continua sólido, a inflação voltou a níveis baixos e a dívida interna continua a diminuir. A crise financeira global teve pouco impacto sobre o sector financeiro e, apesar de um declínio moderado, as reservas internacionais permanecem adequadas”, regista.
No que diz respeito ao défice orçamental para 2010, este executivo defende que será impulsionado pelas necessidades de investimento e pelos gastos sociais.
“A planeada aceleração dos investimentos públicos em infraestruturas, financiadas com recursos externos através de concessões com termos e prazos extremamente favoráveis, é consistente com a estabilidade externa, e deverá ter um impacto positivo sobre o crescimento a médio prazo e em relação à competitividade do país”, refere no comunicado disponível no site do FMI.
Também o risco de constrangimentos, ligados à dívida de Cabo Verde, “permanece baixo”. O responsável vai mais longe e diz que “a médio prazo, será importante continuar a melhorar o mecanismo de transmissão da política monetária e desenvolver o mercado financeiro interno”.
Murilo Portugal, vice-director, e presidente em exercício, do FMI, admite no comunicado que “as autoridades têm feito progressos consideráveis na aplicação das recomendações para melhorar a regulamentação e supervisão do sector financeiro e são incentivados a continuar os seus esforços para promulgar a nova lei bancária de 2010”.
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Reforma do Estado, Cabo Verde
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