Ao abrigo da Linha de Crédito disponibilizada por Portugal (100 milhões de euros) destinada a projectos para geração de energia por fontes renováveis, a empresa portuguesa Martifer irá construir 2 centrais fotovoltaicas, orçadas em 28 milhões de euros, capazes de suprir as necessidades de 4% do arquipélago de Cabo Verde (40.000 pessoas: 28.000 na Praia e 12.000 na ilha do Sal). As instalações no Sal, com uma capacidade de 2,5 Mw, estarão concluídas até Agosto próximo, enquanto as da Cidade da Praia, de 5 Mw, terão duas fases; a primeira, até Setembro e a segunda, até ao final de 2010. As duas centrais serão as maiores do continente africano, uma vez que Cabo Verde tem condições “excepcionais” para a aplicação das novas tecnologias ligadas às energias renováveis. Salientando o potencial que existe em Cabo Verde, com o vento, sol e mar, o Presidente Executivo da Martifer, Jorge Martins, sublinhou ser possível que a longo prazo o arquipélago se torne auto-sustentável, lembrando as metas traçadas pelo Governo caboverdeano.
O primeiro-ministro caboverdeano, José Maria Neves, presente na cerimónia de início das obras na Cidade da Praia, que ocupam uma área de 13 ha, realçou que até ao fim de 2011 Cabo Verde terá uma 25% de produção proveniente das fontes de energias renováveis. “Até 2020, a meta estabelecida é de 50%. Estamos a aproveitar os nossos recursos para melhorar as condições de geração de energia eléctrica a partir de fontes limpas”, sublinhou.
A embaixadora portuguesa em Cabo Verde realçou que "O lançamento da primeira pedra da central na Cidade da Praia é o primeiro resultado prático da linha de crédito de 100 milhões de euros e disponibilizada por Portugal e destinada ao financiamento de projectos que promovam a utilização das energias renováveis. Este é mais um testemunho do compromisso de Portugal para com o desenvolvimento de Cabo Verde e da nossa total disponibilidade e empenho para continuar a ajudar o arquipélago rumo ao crescimento sustentável. O projecto da Martifer constitui um importante marco na exportação de produtos portugueses com elevada incorporação tecnológica e uma parceria com Cabo Verde muito significativa pois vai permitir ao arquipélago tornar-se uma referência na utilização de energias renováveis”, disse Graça Andresen Guimarães.
As autoridades caboverdeanas do sector mantêm-se disponíveis para analisar novas propostas de embaratecimento do custo de produção energética, sejam elas de fontes renováveis ou não.
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