A Instituição O Portal Arquivo Editorial Directório Privacidade
 
 
 
 
 
 
 
 
Powered by:
www.xic.pt
 
 
2ª Cimeira Cabo Verde/Portugal - 10-12-2012


imgO primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, acompanhado pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, da Administração Interna, Miguel Macedo, da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira e pelo Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, visitou Cabo Verde durante 3 dias (1, 2 e 3 de Dezembro) para participar na II Cimeira Cabo Verde/Portugal. Estes encontros foram instituídos em 2009 após a visita a Cabo Verde do anterior primeiro-ministro de Portugal José Sócrates.

Chegado a São Vicente, onde aterrou no sábado dia 1 de Dezembro, Passos Coelho seguiu de imediato para uma reunião de trabalho com o primeiro-ministro caboverdeano, José Maria Neves. Após o encontro, Passos Coelho passeou pela cidade do Mindelo, onde já tinha estado em 1999, momento em que falou dos laços familiares que o ligam a Cabo Verde, por via da sua mulher e se deu conta que “a dimensão da a cidade aumentou muito“. Antes do jantar com que foi obsequiado por José Maria Neves encontrou-se com representantes da comunidade portuguesa para quem fez um discurso sobre a proximidade entre Portugal e Cabo Verde.

"Muitas vezes nos misturámos na nossa história, não se sabendo já quem é de Cabo Verde ou quem é de Portugal. Assim é, que quase todos temos família dos dois lados. Eu também tenho família aqui e fiquei muito satisfeito de poder encontrar-me com uma parte dela. A minha mulher ficou muito triste de não poder estar aqui também, para ver e cumprimentar alguma da família que aqui tem", declarou.

A cimeira e os acordos assinados

A cimeira -a primeira ocorreu em 2010 em Lisboa- decorreu no segundo dia da visita, no espaço da Alfândega Velha, onde se situa o Centro Cultural Português (Mindelo). A recentragem da cooperação portuguesa na vertente económico-empresarial e a assinatura de cerca de uma dezena de protocolos (ligados às áreas económica, empresarial, saúde, defesa, administração interna, ciência e tecnologia, ensino superior, segurança social e energia, que inclui as renováveis), desconhecendo-se montante para os concretizar, dominaram os trabalhos da II Cimeira Portugal/Cabo Verde, no Mindelo. Em destaque esteve o lançamento da criação da Escola Portuguesa, ambição de há muito da comunidade portuguesa residente em Cabo Verde, cujos contornos ficaram por conhecer. Na vertente económica e empresarial, a grande preocupação dos dois países passa pela internacionalização das respectivas empresas, pelo que foi assinado um acordo entre a Agência para ao Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a congénere local (CI-Cabo Verde Investimentos). Deverá ainda ter sido assinado um acordo de revisão da Convenção sobre a Segurança Social bilateral.

Visita a Santiago

O terceiro e último dia da visita a Cabo Verde, já na ilha de Santiago, abriu com um pequeno-almoço com empresários portugueses. Seguiu-se uma visita de cortesia, com o presidente da edilidade praiense, Ulisses Correia e Silva.

Ainda de manhã, o chefe do executivo português deslocou-se às obras de construção da Barragem da Faveta, com financiamento português, no concelho de São Salvador do Mundo, uma das 16 infraestruturas de retenção de água que o Governo caboverdeano pretende construir em todas as ilhas até 2016. Após o almoço num restaurante no interior de Santiago, Passos Coelho deslocou-se à Assembleia Nacional, onde se encontrou com o presidente do Parlamento, Basílio Mosso Ramos, e com os líderes parlamentares dos dois principais partidos: José Manuel Andrade (PAICV) e Fernando Elísio Freire  (MpD).

A seguir, visitou o CCV-Centro Comum de Vistos da União Europeia, inaugurado em Maio de 2010, onde se encontrou com o embaixador dos "27" na capital caboverdeana, o português José Manuel Pinto Teixeira. O centro, projecto de 2,5 milhões de euros financiados em 80% pela UE, é um espaço dedicado à emissão de vistos Schengen para quem pretende visitar os seis países que a ele aderiram -Portugal, Bélgica, Luxemburgo, Áustria, Eslovénia e República Checa.
Partiu depois para a Presidência da República para uma visita de cortesia a S. E. o Presidente Jorge Carlos Fonseca. O último acto oficial da visita de Passos Coelho aconteceu no Hospital Agostinho Neto onde visitou o novo centro de hemodiálise, igualmente financiado pela cooperação portuguesa. Após o jantar, Passos Coelho regressou a Lisboa.

Cabo Verde como “plataforma para a África Ocidental”

À saída do encontro com 30 representantes de empresas portuguesas presentes em Cabo Verde -banca, hotelaria, construção -o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho defendeu que este país pode funcionar como uma plataforma para a costa ocidental africana. O primeiro-ministro considerou que a presença empresarial portuguesa em África "tem vindo a aumentar de forma significativa" e aconselhou as empresas de menor dimensão a articularem-se para entrar em novos mercados.

O primeiro-ministro referiu que a reunião teve como objetivo "ouvir a perspectiva dos empresários portugueses sobre a sua presença em Cabo Verde e sobre a possibilidade de a estenderem a países da costa ocidental africana”.

"Cabo Verde pode funcionar como uma interessante plataforma para vários países da costa ocidental africana, que têm níveis de crescimento bastante importantes e uma necessidade de investimento em áreas para as quais as empresas portugueses têm um know how e uma grande expertise", defendeu. Passos Coelho apontou como exemplo as áreas da construção civil, energia, tecnologias da informação, distribuição, turismo e saúde.

Das afinidades à "sintonia total"

O primeiro-ministro, José Maria Neves, considerou que existe uma "sintonia total" entre o que Cabo Verde pretende e o que Portugal tem. "Queremos recentrar a nossa relação de cooperação com Portugal focando-a no plano económico-empresarial e na criação de parcerias para o crescimento, para a construção de factores de competitividade, aceleração do ritmo de crescimento, conquista de novos mercados, aumento da dimensão do mercado e inserção no mercado sub-regional (oeste-africano)", disse José Maria Neves. Para isso "estamos a fazer tudo para facilitar o ambiente de negócios e os vistos a empresários", garantiu.

Entre as áreas mais importantes abordadas nesta cimeira destacam-se os negócios agro-alimentares, energias renováveis, tecnologias informacionais e pescas, domínios que podem contribuir também para a "busca de sinergias", com vista a conquistar novos mercados em África, globalmente, e na África Ocidental, em particular.

”São áreas novas, geradoras de dinâmicas de crescimento da economia caboverdeana, oportunidades de negócio para as empresas dos dois países e que poderão alavancar uma nova dinâmica de relacionamento entre elas", salientou, lembrando as cerca de 3.000 empresas portuguesas que interagem com congéneres caboverdeanas.

José Maria Neves realçou que Portugal já está presente em áreas estratégicas da economia nacional, como nos sectores financeiro, segurador, combustíveis e telecomunicações. "Queremos densificar o tecido empresarial caboverdeano dando maior protagonismo ao sector privado, nomeadamente nas pequenas e médias empresas, onde há muitas oportunidades de investimento", acrescentou, defendendo que a crise internacional "não é uma ameaça mas sim uma oportunidade".

O chefe do executivo caboverdeano admitiu que Cabo Verde tem "alguns constrangimentos", sendo o principal o acesso ao financiamento, razão pela qual, as parcerias com empresas portuguesas poderão trazê-lo da Europa e do resto do mundo.

Sobre os vistos, José Maria Neves admitiu a possibilidade de Cabo Verde eliminar, em determinadas categorias profissionais, os vistos com Portugal de modo a atrair mais investimento, sobretudo nos sectores do turismo de conferências e de negócios. "Vamos trabalhar no sentido de facilitar ao máximo a vinda de empresários, turistas e personalidades de Portugal", asseverou, lembrando que há "consenso total" entre os dois países, que já têm uma cooperação estratégica para o desenvolvimento.

Um balanço positivo

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, revelou ter-se sentido "em casa" face à proximidade e intimidade entre os dois povos.

"O balanço é francamente positivo, não apenas pela cimeira bilateral, que teve muito conteúdo político e económico" afirmou Pedro Passos Coelho aos jornalistas no final de uma visita de cortesia ao chefe de Estado de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca. "Foram assinados sete protocolos e dois acordos de cooperação e houve a possibilidade de conhecer alguns projectos de desenvolvimento do arquipélago ligados à cooperação portuguesa. Foi também possível acompanhar de perto um conjunto de empreendimentos que têm um marcado sentido de desenvolvimento e de progresso em Cabo Verde, a que se associam empresas e esforços portugueses, o que é bastante gratificante", afirmou.

O chefe do executivo português salientou que tem havido "um bom aproveitamento das condições" postas à disposição de Cabo Verde pela cooperação portuguesa. "Isso é um motivo de orgulho para os cabo-verdianos. (...) É também um motivo de satisfação, para quem é primeiro-ministro de Portugal, verificar que esse esforço tem também uma marca de profissionais, cidadãos e empresas portuguesas. Isso constitui um motivo para aproximar ainda mais os dois países e povos", acrescentou. "Tenho todas as razões para me sentir em casa (aludindo à origem caboverdeana de sua mulher) e não me senti uma única vez deslocado dessa realidade. (…) sim, há um calor humano muito grande, uma proximidade e uma certa intimidade entre as nossas sociedades e cidadãos, concluiu.

 
BOAS FESTAS - [19-12-2013]
Feliz Natal, Próspero Ano Novo
 
Visitas individuais a Cabo Verde - [01-12-2013]
Novo serviço da Câmara de Comércio
 
Missões Empresariais e Feiras em Cabo Verde (II) - [23-11-2013]
Câmara de Comércio Portugal Cabo Verde acompanha desenvolvimento da economia caboverdeana
 
Notícias Breves - [20-11-2013]
Cabo Verde vai privatizar sector portuário; UCCLA inaugura ligações domiciliárias de água na cidade da Praia; Câmara de Comércio no Forum de Administradores de Empresas (PT); TAP inaugura voos para a Boavista
 
Oportunidades de Negócio em Cabo Verde - [28-10-2013]
Logística, Agronegócio, Empreendimento Turístico
 
FORUM PORTUGAL EMPRESARIAL (CV) - [04-10-2013]
Nasceu o FPE (CV)
 
Publicações Portugal Cabo Verde 2012/13 - [29-07-2013]
Anuncie e reforce a sua notoriedade no espaço de negócio Portugal Cabo Verde
 
Bana, um sentido adeus - [14-07-2013]
A voz de Cabo Verde
 
ENTREVISTA: WINRESOURCES - [09-06-2013]
WinResources impulsiona agronegócio em Cabo Verde
 
Portugal-Cabo Verde: Retenção na fonte em Cabo Verde - [20-02-2013]
Revisite o Acordo para Evitar a Dupla Tributação entre Portugal e Cabo Verde
 
Código de Benefícios Fiscais (CV) - [25-01-2013]
Cabo Verde publica novo Código de Benefícios Fiscais e tem praticamente finalizada a renovação de todo o enquadramento legal de investimento no país
 
2ª Cimeira Cabo Verde/Portugal - [10-12-2012]
Tónica na cooperação económico-empresarial
 
Empresários e gestores portugueses em Cabo Verde criam associação - [20-09-2012]
Forum Portugal Empresarial (CV)
 
Exportar para Cabo Verde. Tem dúvidas? - [16-09-2012]
Guia de Comércio e Exportação Portugal Cabo Verde (disponível para aquisição)
 
Seminário: Investimento Hoteleiro e Residencial-Turístico em Cabo Verde - [25-06-2012]
Semana de Cabo Verde (Gastronomia, Cultura e Economia), 27Junho a 06Julho, no Hotel Tivoli Lisboa
 
Cabo Verde Turístico: As montanhas - [05-10-2011]