A Instituição O Portal Arquivo Editorial Contactos Privacidade
 
 
Comércio: Distribuição e Marketing
 


Distribuição

A liberalização da economia, decorrente da alteração política ocorrida com as eleições de 1991, trouxe grande dinamismo ao sector permitindo a entrada de novos operadores comerciais. Cabo Verde conheceu então uma grande expansão da actividade privada comercial, registando-se dezenas de novos operadores, passando, como é habitual nestes casos, por uma dolorosa reestruturação com o desaparecimento de algumas casas tradicionais e o aparecimento de novas empresas, mais modernas e competitivas. Surgiram então unidades de comércio por grosso e retalho, vulgarizaram-se os supermercados e mini-mercados, onde alguns nada devem, em qualidade e variedade de produtos, aos supermercados portugueses.

A insularidade obrigou a uma pulverização da distribuição com a concentração dos maiores comerciantes, quase sempre importadores e distribuidores não especializados, em simultâneo retalhistas e grossistas, e cooperativas, nas principais cidades: Praia e Assomada na ilha de Santiago, Mindelo na ilha de São Vicente, Espargos na ilha do Sal. Nos dois patamares seguintes, os médios comerciantes do Tarrafal (Santiago), Porto Novo e Ribeira Grande (Santo Antão), da ilha do Fogo, Maio, São Nicolau e os mais pequenos na Boavista e Brava abastecem-se junto dos que lhe são mais próximos e superiores em dimensão comercial e capacidade financeira.

A entrada de mercadorias em Cabo Verde faz-se essencialmente pelos 3 principais Portos a que correspondem outras tantas Alfândegas: Praia (Santiago), Porto Grande - Mindelo (São Vicente) e Palmeira (Sal). Daí, através de transportes marítimos inter-ilhas, nem sempre com a frequência e pontualidade desejada, atingem, numa matriz cruzada, as outras 6 ilhas habitadas. Os comerciantes de Santiago abastecem Fogo, Maio e Brava, as ilhas que lhes estão próximas. No entanto, pela sua dimensão de maior centro importador são também solicitados a fornecer São Vicente ou Sal; os de São Vicente distribuem para Santo Antão, São Nicolau, por vezes Boavista e, quando necessário também o Sal. Esta, cuja importância, enquanto importadora, se deve essencialmente ao desenvolvimento turístico que vem conhecendo, e ao facto de nela se situar o Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, conhece também uma componente de abastecimento por via aérea, vinda da África do Sul. Basta-se a si própria mas não enjeita o envio de mercadorias para a ilha da Boavista nem a sua importação a partir de Santiago ou São Vicente.

Marketing (em preparação)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Powered by:
www.xic.pt